terça-feira, 6 de setembro de 2011

Da Janela




Tempo é tudo aquilo que se constrói e liquefaz,
Sem lágrimas banais ou desenganos melodramáticos,
Consoladas no parapeito desolado da janela.


Da matéria bruta a poeira fluida.
Da banalidade do mal ao recalque atroz,
Da arrogância ingênua a culpa refreada,
Do sonho pueril a queda na realidade.


Não existe mentira perfeita ou verdade absoluta,
Da vida nada se leva com maior intensidade ou quantidade,
Apenas as sensações sensoriais retalhadas.


Armazenadas nas ilusões da retina,
No leito duro de algum asfalto,
Na parede desfalecida da memória.
No fim de cada dia e na trajetória de cada história.

2 comentários:

Anônimo disse...

o sono insone me trouxe o pensamento pra bem longe, longe assim onde estão alguns corações que agora se protegem contra o naufragio da vida. Nao podemos permitir sentir se são os sonhos e sentimentos nos fazem respirar e viver levemente.

Monica Regina Jorge disse...

Oi entra no meu blog.. me arrisquei em escrever um textinho.. quero sua opinião .. sei q vai ser dificil te acompanhar mas devo confessar que você com seus lindos poemas me inspiraram.. um beijo sabor.... qual quiser...