quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Alicerces (Para Dizer que Eu a Amo)


Hoje eu queria simplesmente,
Escrever um poema de Amor,
Mas como as palavras são finitas e os desejos são constelações,
Não registraria com exatidão as torrentes do miocárdio.


Queria que fosse possível transcrever,
Com as palavras mais acertadas,
Que não causassem confusão ou insegurança,
Sobre a vitalidade desse Amor.


Queria poder polvilhar por toda a estrada,
Com uma trilha de vocábulos,
Que atravessasse da zona leste a oeste,
Um caminho sem atalhos ou interrupções.


Iria deixar de lado as palavras mais rebuscadas,
Deixaria tudo bem tênue, límpido e transparente,
Para que a mensagem chegasse ao destinatário sem ruído,
E fosse compreendida sem hesitação.


Pediria um pouco de fôlego, água e trégua,
Para quê tanta guerra?
Se o resultado do campo de batalha é o indócil afastamento,
Escreveria que somente os sentimentos mais sublimes resistem aos vendavais.


E se sobrasse tinta e um pedaço de papel,
Diria muito mais coisas do que o delimitado espaço permitiria,
Talvez não seja tanta novidade aos seus olhos,
Mas não custa deixarem sempre ressaltadas.


Com o lápis na mão e com a íris navegando pelo horizonte,
Seria de oportuno registro como um livro de cabeceira,
A confissão desvelada que os meus olhos sempre procuram os seus,
Quando desperto de mais uma noite enluarada.

Se fosse para resgatar por meio de um poema com iluminação,
Queria que os seus olhos ficassem encantados,
Que atingisse certeiramente o seu coração,
Enfim, deixando de lado toda a saudade.

Não sei compor em bons versos,
Acho que só saiba mesmo amá-la,
Talvez seja possível que sinta as tentativas de fazer isso com capricho,
Cultivá-la pacientemente com tanto zelo.


Queria fazer um poema de Amor,
Daquele que todos os sonhos fossem bordados à mão,
Que todas as dores e mágoas vencidas,
E quem sabe no fim, você regressaria para os meus braços.

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